ARQUITETURA E USO DOS RECURSOS RENOVÁVEIS

Estamos a um ano de completar duas décadas da Eco 92, encontro mundial realizado na cidade do Rio de Janeiro em 1992. No próximo ano muitas organizações questionarão seus governos sobre as promessas de melhor respeito e menor agressão ao meio ambiente, assumidos durante o referido encontro.

Vivemos uma transição com relação à preocupação com o meio ambiente natural. Atualmente existe um debate, além de algumas ações, para um aproveitamento mais racional dos recursos naturais, contrapondo-se a total indiferença da ação humana sobre o nosso planeta de anos anteriores.

Nesse aspecto, a construção e o ato de construir estão muito aquém dos princípios discutidos e assinados pelos governos dos países naquela ocasião. Mas se a construção pelos seus materiais e as técnicas nela aplicada, não acompanha uma preocupação moderna com o meio ambiente, a arquitetura através de um projeto mais consciente pode fazer a sua parte. As edificações podem estar equipadas com aquecedores de água utilizando a energia do sol e sistema para aproveitar as águas também gratuitas da chuva. Esses dois sistemas utilizam recursos naturais abundantes e renováveis, sendo o primeiro energia limpa e a chuva armazenada, no mínimo inteligente. A água da chuva pode ser utilizada para as atividades sem a necessidade de água tratada. Limpeza de calçadas e vidros, irrigação de jardins com a vantagem de não ser clorada e ainda pode ser utilizada na descarga de vasos sanitários. Usando a água que cai do céu, diminui-se a necessidade de tratamento por parte da concessionária de água e esgoto, reduzindo o custo de energia para transformar água captada em água potável.

Existe também a possibilidade de reaproveitar a água que utilizamos para o banho e nos lavatórios. O sistema de águas cinza como é conhecido, também pode ser reutilizado em limpeza e vasos sanitários, pois consiste em águas com poucas impurezas.

São ações simples e de fácil instalação que reaproveitam e otimizam sistemas existentes ou o que a natureza pode oferecer todos os dias, caso do sol, e ocasionalmente como as chuvas. Bastam que o projeto esteja pensado a favorecer e facilitar o uso dessa energia e abastecimento alternativos. No caso do aquecedor solar o telhado deve ser pensado para receber as placas coletoras que estarão voltadas para a maior quantidade de horas de sol possível, naturalmente.

No caso da água, tanto para a que vem das chuvas como as chamadas cinza, necessita-se um espaço para uma cisterna no jardim, de preferência enterrada, além de mais uma caixa d’água sob o telhado separando-a da água tratada.

Aos poucos, com atitudes como essas somadas a outras tantas, podemos na construção caminhar na direção da sustentabilidade contribuindo com a saúde do nosso planeta.

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AUTOR

Ricardo Sardo

Ao longo da minha carreira, aprendi que a arquitetura é muito mais do que linhas e formas; ela é sobre conectar pessoas a espaços e criar ambientes que ressoem com suas almas.

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